O que iria fazer agora que tudo havia sido revelado de forma cruel?
Fechou os olhos e adormeceu, aquelas perguntas terão resposta num outro dia, numa outra hora.
Sleep well fallen angel
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– Don’t fall in love, she says – he muttered as soon as she hanged up. – Like that’s easy to do and something I can control.
He kept talking to himself, over and over again, about the same conversation, just until he was under the shower, when the almost cold water washed away every thought from his head for a few minutes.
– If she is that sick of my problems – he said when the thoughts came back to him while he was drying himself. – I’ll just have to keep them from her. She’s not the only person I can talk to! And then, when she realizes that’s something wrong with me and says that she’s there if I need to talk I’ll just tell her to fuck of.
Back in his room he turned his laptop on and then double clicked on the Windows Media Player icon. The music soon filled the room. “Out From Under” by Britney Spears. With his back against the wall he slid down until he was sit on the floor. Tears started flowing down his face as he grabbed his knees in a protective way. With his forehead pressed against his knees, he finally managed to fall asleep, just to wake up to another day…Another fucking day, in his pathetic life, with all this fucking people, and damned responsibilities. Full of all the things he didn’t care about, but without the one thing he desires the most.
“Maybe tomorrow will be better” was his last thought before he entered the land of dreams.
Sleep tight foolish boy…
Publicada por Set 1 comentários
Etiquetas: Creativity, Paranoia
O mundo gira constantemente e as coisas mudam quer queiramos quer não. Se para melhor ou para pior depende da perspectiva de cada um. O problema é que, da maioria das vezes, nós não podemos controlar essas mudanças.
Ele olhou para a mensagem no seu telemóvel pela vigésima vez. A sua vida tinha mudado tanto nos últimos tempos que ele não sabia se estava pronto para outra mudança igualmente repentina, para além de que também não sabia o que esperar. Para ele esse era o maior problema das pessoas, o seu inigmatismo, a forma de como nunca se sabe ao certo o que outra pessoa está a pensar e também a sua imprevisibilidade.
Rapidamente digitou uma resposta curta mas inteligente que podia ser interpretada de várias formas consoante as intenções do seu receptor. Agora bastava-lhe esperar.
A resposta tardou a chegar mas, ao contrario do que ele esperava, apenas veio trazer mais duvidas. O inigmatismo parecia querer impor-se. Com o pouco que sabia, ele sentia, lá no fundo, que a resposta era óbvia mas com todas as suas forças tentava acreditar naquilo que o tornava mais feliz. E assim continuou à espera de uma nova oportunidade. Talvez aí o véu caísse e ele soubesse exactamente o que esperar. Se sairia mais feliz ou mais triste ficava um pensamento de segundo plano.
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Publicada por Set 5 comentários
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- Lalala...i'm happy again - cantava ela, de auscultadores nos ouvidos, enquanto saltava em cima da cama.
A sua voz ainda gravada na minha cabeça. Porém tudo o resto não passa de uma névoa. E assim continuará, uma névoa na minha cabeça. Um fantasma de algo que podia agora ser o meu presente.
O livre arbítrio levou-me para outros caminhos, colocou-me noutras encruzilhadas e tornou-me no que sou hoje.
Se é melhor ou pior? Sinceramente não sei e receio que nunca saberei. Tenho que me contentar com o que tenho e com o que sou.
Se estou satisfeito? Não digo que sim nem que não. O ser humano tem a característica detestável de nunca estar contente com o que tem.
O que penso fazer? Pura e simplesmente...nada! O tempo levar-me-á onde tiver que ir.
Se estou a entrar em conflito com o que disse sobre o livre arbítrio? Não creio. O livre arbítrio e o destino são coisas que trabalham em comum mas separadamente. A partir do momento em que decido não fazer nada, o meu destino leva-me onde tiver que ir consoante a minha escolha.
Se estou feliz? Em parte. Nunca ninguém está 100% feliz.
Se estou cansado de estar aqui a escrever coisas sem nexo? Por acaso estou e é por isso que vou terminar por aqui.
Bem, diga-se de passagem que não me apeteceu reler o texto que acabei de escrever logo, não sei se está alguma coisa de jeito ou não. Provavelmente está uma grande treta visto que o escrevi enquanto entregava chaves de quartos a hospedes, recebia outras chaves, dava informações etc. Nem sequer sei muito bem o que escrevi, diga-se desde já, mas pronto, fica por isso mesmo. Quando/se me der paciência venho lê-lo noutro dia.
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Ele olhou para trás fazendo contas ao tempo que tinham passado juntos. Haviam prometido ficar amigos mas ele sabia que as coisas não seriam assim tão simples, ou talvez fosse ele mesmo que não as quisesse assim. Na sua mente tentou guardar aquele momento pois, algo no fundo do seu ser lhe dizia que aquela seria a ultima vez que se viam.
As lágrimas secaram com o tempo, as feridas sararam a custo, a alegria voltou a ambos os rostos e as memórias ficaram escondidas num canto da alma.
Porém num dia distante, quando ambos apenas esperavam pela hora em que deixariam este mundo, os seus olhares voltaram a cruzar-se. Apesar das marcas do tempo, reconheceram-se de imediato. Trocaram um olhar, depois um sorriso. Finalmente um deles teve a coragem de dizer algo e durante horas riram e choraram com o que a vida lhes reservou. Quando já nada havia para dizer, fecharam os olhos com um sorriso no rosto. A idade e a doença havia-os afastado uma vez mais apenas para que o tempo se encarregasse de os voltar a aproximar, num outro tempo, numa outra vida.
A magia do destino, quer na vida actual, quer numa nova vida.
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